Tesouro RendA+, novo título para aposentadoria, é lançado
O título público estreou com taxas de até 6,45% ao ano
A partir desta segunda-feira (30), um novo título público poderá ser comprado na plataforma do Tesouro Nacional, o Tesouro RendA+.
Emitido pelo órgão, o produto de renda fixa a longo prazo tem como objetivo funcionar como uma “poupança” para a aposentadoria.
No entanto, o produto não necessariamente foi desenvolvido com o objetivo de substituir o INSS (Instituto Nacional de Segurança Social) ou a previdência pública.
Tesouro RendA+
Lançado com o objetivo de render fundos para complementar a aposentadoria, o novo produto do Tesouro Nacional foi concebido, segundo o órgão do Ministério da Economia, em função da insatisfação em relação ao valor da aposentadoria e o aumento na expectativa dos cidadãos brasileiros.
Dessa forma, com base nos dados analisados, a instituição desenvolveu o título, que é do tipo NTN-B (Nota do Tesouro Nacional tipo B), o que significa que seu retorno será de uma taxa de juros mais a compensação pela variação da inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), o índice inflacionário oficial do Brasil.
O principal diferencial do produto em relação aos demais títulos atrelados ao IPCA é a forma de pagamento.
Isso pois, ao invés de receber o valor de forma integral na data escolhida para o fim da da aplicação, o Tesouro RendA+ vai pagar ao investidor parcelas mensalmente, pelo período de 20 anos.
De acordo com o portal oficial do órgão, a rentabilidade anual apresentada pelas datas disponíveis do seu novo produto está entre 6,43% e 6,49%.
Para aplicar no produto, o Tesouro Nacional permite um investimento inicial de R$ 30, além de aceitar pagamentos via Pix. Após escolher a quantia, é necessário escolher uma das oito datas de vencimento disponibilizadas pelo órgão.
Todos os prazos vão até o dia 15 de janeiro. No entanto, o que difere cada um é o ano em que irão vencer. Desta forma, eles são:
- 2030
- 2035
- 2040
- 2045
- 2050
- 2055
- 2060
- 2065
Assim, até a chegada da data de vencimento escolhida pelo investidor, será possível comprar mais do título. Quando o produto atingir a data em questão, pelos próximos 20 anos, um valor será pago mensalmente.
Por contar com compensação pela variação das taxas de inflação, o poder de compra da renda adicional está garantido.
Ao contrário de outros títulos, o RendA+ está isento de taxas de custódia da Bolsa de Valores brasileira, a B3, mas só se o produto não for vendido antes da data de vencimento, ou caso a renda do investidor seja superior a seis salários mínimos mensais.
No primeiro caso, é aplicado uma taxa de resgate que pode variar entre 0,10% e 0,50%. No segundo, por sua vez, o valor cobrado será de 0,10% sobre o valor excedente.
Narlon Gutierre Nogueira, subsecretário do Regime de Previdência Complementar, destacou que o Brasil é o primeiro a lançar um produto previdenciário com as características do novo título.
O Tesouro RendA+, no entanto, ainda está sujeito à mesma tributação de outros títulos públicos, também emitidos pelo Tesouro Nacional. As taxas seguirão, dessa maneira, a tabela regressiva do Imposto de Renda (IR). As alíquotas vão de 22,5% a 15%.
Para definir uma meta de renda extra e calcular o investimento mínimo a ser feito para atingir tal quantia, o Tesouro Nacional disponibiliza uma calculadora para simular a rentabilidade do RendA+ e dos seus outros produtos.
No entanto, às 11:36 horas (horário de Brasília), o órgão publicou um aviso informando que o simulador do novo título não está disponível.
“No momento, o simulador do Tesouro RendA+ não está disponível! Estamos realizando as devidas manutenções para melhorar a sua experiência.”, disse o Tesouro Nacional na publicação.